terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pé esquerdo.




 Um mormaço, um sol, um calor insuportável logo cedo invadindo as frestas da janela de alumínio, poucos ventos fracos que já nem serve pra nada. Não mexem nem cabelos, não sopram, nem arrepiam os ouvidos.
Assim que o dia começou.
Hoje tive de acordar por sozinha.
Acordar porque o pobre corpo na cama já não encontrava posições confortáveis para se acomodar.
Hoje não houvera nenhum sms que lembra-se ‘não esqueça da mamadeira...’
 E tão pouco ligações dizendo: ‘ Levante agora e me ligue ‘,
Com todo bom humor de uma noite bem dormida ou nem tanto.
Hoje não acordei as oito e nem as nove da manhã, acordei na metade do dia com os pedreiros e seus barulhos, com o sol e seu caloroso ‘boa tarde, venha me ver!’.
Hoje posso afirma com toda ‘firmeza’ da palavra certeza,que isso já fazem parte das minhas manhas, que sms e ligações são o começo do meu dia e não tê-los por um tempo de ‘Eu preciso do meu espaço, espero que entenda...!’...
 É estranho.
É começar dias por começos novos.
É levantar com o PÉ ESQUERDO! 



-Luana Duarte



‎"Liberdade é o espaço que a felicidade precisa..." Fernando Sabino

terça-feira, 11 de janeiro de 2011





Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda!Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fos...se e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento. Vou ali ser feliz e já volto.´

caio fernando abreu